domingo, 12 de julho de 2009

Juramento de Hipócrates

Juramento de Hipócrates (extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Juramento_de_Hip%C3%B3crates)

"Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higéia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.
Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça".
(Hipócrates)


Ah Hipócrates! Se pudesses ver hoje com que "louvor" alguns médicos (e já não se pode dizer que se trata de "uma minoria", pelo acréscimo com tem acontecido o genocídio de crianças e em alguns casos de suas mães), tem cumprido o juramento atribuído a ti, terias tanto do que te envergonhares.
A saúde do Brasil está em "estado de calamidade pública", assim como a segurança.
Meu Deus! Algum ser humano tem o poder de mudar isso? Tem alguém que manda nesse país, com poder suficiente para interditar a saúde dos estados brasileios? E não me venham dizer que o poder está na mão do povo, porque o povo não tem competência nem para cuidar cada um de si mesmo.
Quantas mães mais terão que morrer com seus bebês ainda no ventre? Quantas mães vão ter que perder seus filhos porque não há "L E I T O" disponível nos hospitais públicos? E que por falta de leitos como desculpas, os "M É D I C O S D E S T A T U S" vão deixar de prestar o atendimento aos que necessitam, atendimento esse que eles juraram dar: "Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva". Mas escrever o nome de uma maternidade e como chegar lá de ônibus no antebraço de uma gestante com a bolsa rompida, é o mesmo que dar-lhe substância abortiva.
"Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça". Rogo a Hipócrates que isso se cumpra com os "infelizes da medicina", que estão deixando nossas crianças morrerem, que estão deixando nosso povo morrer sem nenhum socorro, somente o descaso e o abandono...
Rogo a força superior e suprema que existe (preciso acreditar que exista essa força), que dê capacidade de reação a esse povo que dizem ter o poder de mudar o que está errado. E que essa força desça com pontaria certeira sobre os governantes que preferem fechar os olhos à ir em socorro de quem tanto necessita.
Ah Hipócrates...

(Sônia Smijevski Ferri)